Falando de Poesia


20/07/2009


Podemos fazer melhor que isto!

Amizade não se compra, conquista-se

Em Fênix, no Arizona, uma mãe de 26 anos contemplava fixamente o seu filho que estava morrendo de leucemia. Embora o seu coração estivesse repleto de tristeza, ela também tinha um forte sentimento de determinação. Como qualquer mãe, desejava que o seu filho crescesse para realizar todos os seus sonhos. Agora, isso não seria mais possível. A leucemia daria um jeito nisso. Mas ela ainda queria que os sonhos do seu filho se tornassem realidade. Segurou firmemente a mão do menino e perguntou-lhe:

- Bili, já pensou no que gostaria de ser quando crescer? Já sonhou com aquilo que gostaria de fazer com a sua vida?

- Sim, mamãe. Eu sempre quis ser um bombeiro.

A mãe sorriu para ele e disse:

- Vamos ver se podemos tornar o seu sonho realidade.

Mais tarde, naquele mesmo dia, ela dirigiu-se ao departamento dos bombeiros, em Fênix, no Arizona, onde conheceu o chefe Bob, que tinha um coração do tamanho do mundo. Explicou a ele o ultimo desejo do filho e perguntou se seria possível dar a um menino de 6 anos de idade, um passeio ao redor do quarteirão num caminhão de bombeiros.

- O chefe Bob disse:- Escute, podemos fazer melhor do que isso. Se aprontar o seu filho às 7 horas da manhã na quarta-feira, nós o faremos bombeiro honorário por todo o dia. Ele pode vir ao quartel dos bombeiros, comer conosco, sair para atender os chamados e tudo mais. E se você nos disser o tamanho dele, conseguiremos um uniforme de verdade, com chapéu de bombeiro mesmo e não um de brinquedo, com emblema do corpo de bombeiros de Fênix, um impermeável amarelo igual ao que usamos e botas de borracha. Eles são fabricados aqui mesmo em nossa cidade, portanto podemos consegui-los de pressa.

Três dias depois, o chefe Bob apanhou Bili vestido em seu uniforme de bombeiro e o acompanhou da cama do hospital até a escada do caminhão. Bili conseguiu sentar na traseira do veículo e ajudou a manobrá-lo de volta ao quartel. Ele estava no céu!

Naquele dia, ocorreram três chamados de fogo em Fênix, e Bili compareceu a todos eles. Passeou em diferentes veículos da corporação, na Van dos para-médicos, e até no carro do chefe. Foi até mesmo filmado para aparecer no noticiário local.

Ter seu sonho realizado tocou Bili com toda a atenção e carinho que ele viveu três meses a mais do que qualquer médico achava ser possível. Certa noite, seus sinais vitais começaram a cair dramaticamente. A enfermeira, que acreditava no conceito de que ninguém deve morrer sozinho, chamou os membros da família ao hospital. Lembrou-se então do dia em que Bili havia passado como bombeiro, portanto, chamou o chefe dos bombeiros e perguntou se poderia ser possível enviar um bombeiro de uniforme para estar com Bili enquanto este fazia passagem dessa para outra vida. O Chefe respondeu:

- Podemos fazer melhor do que isso. Estaremos aí em 5 minutos e faça-me um favor: quando ouvir a sirene tocando e as luzes piscando, pode avisar pelo sistema de auto-falantes que não é um incêndio. É somente o corpo de bombeiros chegando para ver um dos seus melhores elementos mais uma vez. E você poderia abrir a janela do quarto dele?

Cinco minutos depois, um caminhão com guindaste e escada chegou ao hospital e estendeu a escada até a janela aberta do quarto do menino no terceiro andar. 16 bombeiros subiram até o quarto de Bili. Com permissão da mãe, eles o abraçaram e disserem o quanto o amavam. Já
com a respiração falha, Bili olhou para o chefe dos bombeiros e disse:

- Chefe, sou mesmo um bombeiro agora?

- É sim Bili, é o chefe geral que está segurando a sua mão.

Com estas palavras, Bili sorriu e disse:

- Eu sei. Ele fez isso o dia todo. Aos anjos também que estão cantando.

E com isso, fechou os olhos pela última vez.

 




 

Escrito por ismanasc às 15h36
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, ITAQUERA, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese
MSN - ismanasc@hotmail.com

Histórico