Falando de Poesia


10/04/2009


O meu Cristo!

                                   
                           
                                
Neste mundo há muitos Cristos, de muitas formas,
de várias cores e de vários tamanhos
 Cristos inventados, Cristos moldados,
 Cristos tristes, Cristos desfigurados.

   

Há Cristos para cada gosto,

cada objetivo, cada projeto.

Há o Cristo das belas artes,
motivo como tantos outros para expressar
uma forma ou exibir uma escola,
 pelo próprio homem criada.
 É o Cristo só para se ver, analisar ou criticar,
 para exaltar o autor, o seu talento,
sua invencionice.

Há o Cristo da literatura, da prosa, do verso,

da fama, do etilo famoso, do bestseller.

É o Cristo de pretexto,

que serve de texto dentro de um contexto,

que ajuda o seu autor a faturar mais,

ser mais lido e procurado.

Há o Cristo das cantigas, deturpado,

 maltratado e irreverentemente tratado.

Aparece na crista das ondas, estoura nas paradas.

É cantado nos salões e circula aos milhões

 como mercadoria para enriquecer a muitos.

 É o Cristo de algibeira, fabricado como produto de consumo.

Há até o Cristo do cinema e do teatro,

 sucesso absoluto de bilheteria.

É a expressão da arte moderna

fazendo a caricatura do maior personagem da história.

 É o Cristo musicado, martirizado, encenado.

É o Cristo para o espetáculo, para os olhos,

para os ouvidos, para o lazer, para a higiene mental.

Há o Cristo do crucifixo, de pedra,

 de mármore, de madeira, de metal,

de ouro e até mesmo de cristal.

 É o Cristo para a aparência,

 para o colo da mocinha,

 para o peito piloso do rapaz excêntrico.

É apenas ornamento ou simples decoração,

embora, alguns lhe prestem culto,

 ele não vê, não ouve e não entende.

Há, também, infelizmente,

 o Cristo de certos cristãos que ainda o tem no túmulo,

 e ainda conservado na tumba dura e fria.

É o Cristo que não vive

porque os seus adoradores ainda estão mortos,

 sem despertar para a vida nova,

a vida do próprio Cristo, da qual, ainda,

 lamentavelmente, não se apossaram.

O meu Cristo não é nenhum desses!

O meu Cristo é o Filho de Deus que nasceu,

cresceu e sofreu, foi condenado à morte e sepultado

 por causa dos meus pecados.

O meu Cristo não ficou preso na sepultura escura!

 Ele ressuscitou, subiu ao céu e reina à direita do Pai!

O meu Cristo é cultuado,

 admirado e adorado porque está vivo e bem vivo!

 Meu Cristo vive nas parábolas que proferiu!

O meu Cristo vive nos ensinos que deixou!

O meu Cristo vive nos atos que realizou!

O meu Cristo vive nas almas que salvou!


O meu Cristo vive, não tenho dúvidas,

 porque o meu Cristo vive em mim!

 

Autor: Jonathas Braga

fonte: www.verdadeiroamor.com/mensagens

 

Escrito por ismanasc às 00h07
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05/04/2009


Nada era dele

NADA ERA DELE
(Gioia Junior)

Disse um poeta um  dia, fazendo referência ao Mestre amado:
"o berço que Ele usou na estrebaria, por acaso era dele? Era emprestado!

E o manso jumentinho, que em Jerusalém chegou montado e palmas recebeu pelo caminho,
Por acaso era dele? Era emprestado!

E o pão - o suave pão, que foi por seu amor multiplicado alimentando a multidão
Por acaso era dele? Era emprestado!

E os peixes que comeu junto ao lago, ficou alimentado Esse prato era seu? Era emprestado!

E o famoso barquinho?
Aquele barco em que ficou sentado Mostrando à multidão qual o caminho
Por acaso era seu? Era emprestado!

E o quarto em que ceou ao lado dos discipulos Ao lado de Judas  que o traiu
Por acaso era dele? Era emprestado!

E o berço tumular, que depois do calvário foi usado de onde havia de ressuscitar
Por acaso era dele? Era emprestado!

Enfim, nada era dele!
Mas a coroa que Ele usou na cruz era dele!
E a cruz que carregou e onde morreu, Essas eram de fato de Jesus! "

Isso disse um poeta certa vez, numa hora de buscada verdade; mas não aceito essa filosofia que contraria à própria realidade. O berço, o jumentinho, o suave pão, os peixes, o barquinho, a sepultura e o quarto, eram dele a partir da criação; Ele os criou - assim diz a Escritura; mas a cruz que Ele usou, a rude cruz, a cruz negra e mesquinha, onde meus crimes todos expiou, essa cruz não era sua! Essa cruz era minha!




Escrito por ismanasc às 16h41
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